Outro livro sensacional que eu indico que seja lido mais no final da gravidez (7º mês), para não esquecer depois..rsrsrs é um dos livros da Tracy Hogg, OS SEGREDOS DE UMA ENCANTADORA DE BEBÊS... Este livro nos ensina a criar uma rotina com o bebê com dicas práticas e concretas qunato a alimentacão, sono, brincadeiras e, nos ensina a termos um tempo também para nós, para não virarmos aquelas mães que não têm tempo nem de lavar os cabelos... (minha ex-chefe falava que não tinha tempo para isto... não é Rê?).
A Tracy começa contando sua história - é uma pedagoga que se diz ser capaz de fazer com os recém-nascidos aquilo que o personagem de Robert Redford faz com os cavalos no filme O Encantador de Cavalos (The Horse Whisperer, em inglês). "Eu entendo a linguagem dos bebês", disse Hogg numa entrevista à televisão. "Esse é o meu dom" e nos diz como nos tornarmos uma encantadora também, através do EASY (fácil em inglês) repassa esta necessidade de uma rotina estruturada.

Pesquisei na net e achei esta matéria da Veja que fala um pouco sobre ela, acho que eles descrevem melhor do que eu (rsrsrs), então, deêm uma olhada!
A promessa da babá, que encantou tanta gente famosa e endinheirada, consiste em que é possível ter filhos sem perder noites de sono. É tudo, segundo ela, uma questão de saber decifrar as sutis variações de choro e comportamento dos bebês e perceber quais as causas da irritação. De modo prático, Hogg elaborou um guia de conduta baseado em cinco perfis psicológicos dos bebês, em gradações que vão do mais calmo ao mais agitado. Basta a mamãe observar a "linguagem corporal" do rebento, interpretá-la com a ajuda do guia e acudir a criança intervindo exatamente na causa da choradeira. As idéias da babá são sob medida para mães que trabalham fora e não querem deixar que a maternidade atrapalhe a carreira. Quando diz que as mães não devem anular-se diante dos caprichos dos filhos e que os bebês precisam de disciplina, a freguesia agradece. "Com a ajuda da Tracy minha filha dorme onze horas por noite. Muita gente que eu conheço ainda passa a noite correndo para o quarto dos filhos cada vez que eles acordam", diz Dana Walden, presidente da Twentieth Century Fox Televison.
A carreira de Hogg em Los Angeles progrediu da forma tradicional para uma babá: mamães agradecidas a recomendavam umas para as outras. É curioso que tanta gente se dê por satisfeita com um serviço de aconselhamento que se sustenta no diagnóstico dos problemas de uma criança baseado simplesmente em seu choro ouvido através da linha telefônica. É claro que suas recomendações, na maioria, são puro senso comum, daquelas em que vovó alguma põe defeito. Mas há certas excentricidades. Se um bebê chora no berço, a mãe deve acalentá-lo. Deve devolvê-lo ao leito logo que pare de chorar. O processo deve ser repetido até que dê certo, mesmo que seja necessária uma centena de tira-põe no berço. A mamãe exasperada com a choradeira é aconselhada a usar walkman. Hogg era enfermeira na Inglaterra. Os médicos torcem o nariz à falta de fundamento científico de suas teorias. "Alguns de seus conselhos são válidos", diz o médico Leonardo Posternak, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. "O problema é que ela leva tudo ao extremo."
Sem autorização legal para exercer sua profissão nos Estados Unidos, foi cuidar dos filhos dos outros. Em 1995 abriu uma loja de artigos infantis e hoje tem uma página na internet para vender produtos para mamães e bebês. Uma editora americana pagou um adiantamento de 750.000 dólares por Secrets of the Baby Whisperer e uma continuação a ser publicada em breve. É uma quantia considerável, sobretudo para uma autora estreante. O sucesso do livro fez surgir algumas questões para as quais Hogg, aos 40 anos, não tem resposta satisfatória. A primeira: onde aprendeu tanto sobre bebês? A babá das estrelas diz ter herdado da avó o talento para entender a linguagem dos recém-nascidos. Em sua biografia oficial, conta ter trabalhado como enfermeira de crianças deficientes em Londres, o que lhe permitiu entender melhor o universo infantil. Também diz ter sido condecorada pelo Hospital Great Ormond Street, em Londres. Por fim, fez mestrado em hipnose terapêutica na Universidade da Califórnia. Repórteres curiosos não demoraram para descobrir que a universidade desconhece sua existência e que nos registros do Great Ormond consta apenas sua presença num curso de três semanas.
Há também um ex-marido incômodo. Logo que a notícia do sucesso chegou à Inglaterra, o ex de Hogg, Ray Fear, correu para vender sua história aos tablóides de escândalo. O que diz é que, estranhamente para quem ensina a cuidar do filho dos outros, Hogg deu pouca atenção às duas filhas. Ela não as amamentou e até abriu mão da licença-maternidade para voltar logo ao trabalho. Ao se mudar para os Estados Unidos, deixou aos cuidados da avó as meninas, com 8 e 11 anos. Até aí não chega a ser um escândalo. O médico americano Benjamin Spock, o escritor mais influente da história da puericultura, foi, segundo depoimento dos próprios filhos, um pai distante, incapaz de manifestar carinho pela prole. Depois de algumas aparições em programas de TV, a editora passou a rejeitar todos os pedidos de entrevistas com a babá-escritora, sob o argumento de que ela não tem tempo. A verdade é que os editores se assustaram com a dificuldade de Hogg para explicar os trechos nebulosos de seu currículo – e preferem mantê-la distante de microfones.
Tracy Hogg, a babá das estrelas, acredita que com poucos dias de vida a criança já tem condições de armazenar na memória informações complexas, capazes de definir seu comportamento no futuro. É por isso que recomenda que a mãe e o pai se apresentem formalmente ao bebê, logo após o parto, e digam que papel desempenham na vida dele. Veja outros conselhos da babá das estrelas de como tratar o bebê nas primeiras semanas de vida:
chame-o pelo primeiro nome e nunca de nenê. Evite apelidos carinhosos que podem confundi-lo;
ao chegar em casa vinda da maternidade, apresente cada cômodo da casa ao recém-nascido. Como se você fosse o curador de um importante museu e ele, um ilustre visitante;
amar alguém leva tempo. O mesmo vale para o filho que acabou de nascer. Não se preocupe se você sentir nos primeiros dias que não o ama o suficiente;
aquele choro ardido do recém-nascido não significa necessariamente fome. Pode ser simplesmente um sinal de que ele está entediado. Distraia-o, dê uma volta com ele. Se não der certo, ofereça a chupeta;
estabeleça uma rígida rotina para ele seguir, com horários fixos para mamar, brincar e dormir. Bebês exaustos dormem como um anjo. Lembre-se de que ele é que precisa adaptar-se à sua rotina, e não o contrário;
cuidado com os cães e gatos da casa. Traga um lençol da maternidade para que os animais se acostumem com o cheiro do bebê;
embale o bebê balançando-o junto ao peito, em movimentos para a frente e para trás. Com isso ele se lembra do andar da mãe quando ainda estava no útero;
quando o bebê chorar, pegue-o no colo por alguns instantes e devolva-o ao berço assim que ele parar. Diga: "Estou aqui, não vou a lugar nenhum". Assim vocês vão criar um pacto de confiança e o bebê não vai se tornar uma criança birrenta;
os bebês choram muito nos primeiros meses e isso é normal. Não dura para sempre, mas, se você não consegue habituar-se ao choro, use um walkman ou protetor auricular, daquele usado em avião.
(texto tirado do endereço:
http://veja.abril.com.br/140301/p_078.html)